terça-feira, 3 de março de 2009

Renaissance Hotel São Paulo

Deveria falar sobre o meu Carnaval, este sim seria um belo motivo para voltar a publicar neste blog, falar sobre o que vi no sambódromo, viagens, as molecagens com os amigos, sobre as praias mesmo com toda aquela chuva, mas um cabeçudo pediu informações sobre a minha estadia no Renaissance Hotel em São Paulo e logo disse que seria de grande valor publicá-las aqui neste blog que há muito vive cheio de teias de aranhas. Diz que eu deveria voltar a publicar, diz que gostava de ler minhas ladainhas diárias. Será? De qualquer forma ya me voy.

Nunca vi necessidade de me hospedar num hotel como este em São Paulo por motivos óbvios: um, ainda sou estudante o que é um trabalho bastante árduo e dois, eu moro na cidade. Gastar muito dinheiro para dormir noutra cama na mesma cidade do seu quarto por quê? Foi o que sempre me perguntei.

A Fachada:

Moderno e situado numa das melhores regiões da cidade o hotel por si clama por uma atenção especial, pois é impossível passar pela região sem se quer dar uma olhadinha e pensar: "Caramba! Dormir aí deve ser legal para chuchu."

O susto:

No primeiro momento, quando fazia a minha reserva via telefone, fiquei assustado com a tarifa, mas como era apenas por três noites, resolvi presentear-me com estas diárias, pois o meu aniversário é próximo dia vinte e presentes são sempre bem vindos, não é verdade?

O Lobby:

Diferente do Copacabana Palace, a magnitude da recepção e do Lobby com aqueles mármores e aquele pé-direito impressiona, digno de gente que pode gastar bem em hotéis como este.

Vou lhe contar um segredo: Certo dia quando trabalhava na área de fraude para um banco, vi um débito de quinze mil reais neste mesmo hotel, no momento imaginei que fosse o preço da suíte presidencial, mas não, a danada custa por dia quarenta e dois mil reais. Estou falando sério!

O Lobby é o lugar onde o bolso de um estudante como eu começa a gritar: "- Saia daqui já, este não é um lugar para mim. Eu não quero ficar pelado durante cinco meses" de tão grandioso que é.

Nele existe um mini-bar e durante a noite é montado um Sushi Bar e ainda neste mesmo andar, só que situado num lugar mais tranquilo, às costas do hotel após o Business Center, existe outro restaurante bem mais aconchegante, no meu ver feito apenas para aqueles "almoços de negócio". Ótimo ambiente e bem claro, mas não para quem está no hotel apenas para relaxar.

Descendo as escadas encontram-se o teatro e algumas lojinhas perfeitas para turistas.

O check-in foi digno de um atendimento pit-stop em corridas da Fórmula Um com toda a suavidade que um hotel cinco estrelas pode proporcionar.

O apartamento:

Pegamos as nossas chaves e gentilmente fomos direcionados aos nossos apartamentos lá no vigésimo andar. Por que tão alto? Bem, o meu amigo que estava comigo quis impressionar nestes primeiros dias sua namorada e se eu ficasse n’algum andar abaixo do vigésimo, não teria acesso aos mesmos ambientes que os dois. Sim, eu também imaginei que fosse “ficar de vela”, mas graças ao meu charme á La Mr. Bean e ao som de Leornard Cohen com mais ralada de suas melosas músicas para Motel, a Memories, eu fiz o meu carnaval bem feito. (sotaque carioca) Me dei bem rapá uhhuu! (risos).

O desgraçado conseguiu um apartamento com a bela vista para o sul da cidade e o meu era totalmente vista lateral, pelo menos eu conseguia ver a piscina e aqueles corpos branquelos lá embaixo. Vistão ein!

Mesmo tendo esta minha vida de estudante, já havia ficado em hotéis cinco estrelas anteriormente e posso lhe dizer que entre um e outro, os quartos são sempre os mesmos. Os ambientes mudam, mas o conforto continua o “mais do mesmo” e não foi diferente com este, pois me senti confortado tendo toda aquela cama para mim, aquele banheirão com aquela bath tube brancona só esperando-me voltar da rua todo cansado. Tem coisa melhor do que isso?

Notei apenas duas diferenças: a primeira foi o box do chuveiro, ele não estava brilhando como um cristal Swarovski, deveria devido a altitude do meu andar, também não estava sujo, na realidade estava bem limpo, mas como a minha expectativa era muito alta, fiquei um pouco decepcionado. Nada que uma ligação ao concierge não resolvesse. A segunda diferença foi ter encontrado dois roupões daqueles que possuem a maior quantidade de fios possíveis junto com sandálias dentro do armário. Tudo bem tudo bem tudo bem, você deve estar pensando que já era esperado um roupão dentro do guarda roupa, eu até esperei, mas não com aquela qualidade. Eu amo roupões e desejei tê-los para mim, mas quando liguei para comprá-los desisti no exato momento. Eram lindos, mas ainda sou um estudante e duzentos dólares por uma peça de roupão não cabem no meu bolso, não naquele dia.

Não gostei nada do preço dos serviços prestados dentro do apartamento, todos são super faturados, mas isso é de se esperar até mesmo em hotéis mais acessíveis.

O que eu achei absurdo foi o preço da Internet dentro do apartamento, R$37,00 por dia não valem. Geralmente nos hotéis este mesmo serviço custa aproximadamente entre R$15,00 a R$20,00 o que já é bem caro por ser apenas Internet. Aproveitei o meu acesso ao clube no vigésimo terceiro andar onde a Internet é livre para os membros.

Ah sim! Como no Tivoli, o quarto também possui uma cafeteira pronta para uso e como não bebo pouco café, soou bacana.

Os serviços de quarto são bem eficientes e eu não vi a necessidade de guardar nada dentro do cofre. Quando menos se espera e se a sua porta não possui o aviso "Do not disturb!" lá está o seu quarto todo limpinho e organizado novamente. Importante lembrar que os mensageiros são sempre atenciosos mesmo com as gorjetas de estudantes.

O Club Lounge:

Você pode encontrá-lo no vigésimo terceiro andar, é neste andar onde os mais afortunados se esbarram. O clube possui uma área ampla com uma vista magnífica para o lado sul da cidade.

Eu gostei bastante porque além do quarto, tive outro ambiente tranquilo e muito confortável para beliscar algumas frutas, sanduíches, sucos etc. e além de tudo acessar e-mails.

Lá percebi que eu não fui o único a não pagar aquele preço absurdo pela conexão de Internet no apartamento.

Vale lembrar que o clube é fechado para o hóspede comum e tudo o que é oferecido dentro dele está "free of charges".

Deixe-me lhe falar uma coisa, se você não se preocupar em ter snacks a todo o momento e ao final do dia beber o seu drink com uma maravilhosa vista da cidade ao lado da sua bela companhia e se contentar com apenas um quarto standard de um hotel cinco estrelas, o que já é muito bacana por sinal, a diferença de valor para ter este acesso não vale a pena porque como tudo no hotel, é um acesso super faturado. Pena que para mim isso não funcionou porque sou meio "criado com vó".

O apartamento standard:

Dias depois voltamos para o hotel após as viagens para a costa e decidi ficar num apartamento um pouco mais acessível no décimo sétimo andar e lhe digo que quando entrei no apartamento e percebi a diferença entre um e o outro, desisti e pedi a chave do anterior no mesmo andar do cabeção sortudo.

Quero deixar claro que o apartamento standard do hotel não é ruim, pelo contrário, continua sendo um cinco estrelas, mas quando você prova primeiro o bolo mais doce, não adianta experimentar o mesmo bolo em sua versão menos calórica.

A piscina, Fitness Center e Bytes:

Estes espaços são os principais ambientes para lazer abertos a todos os hóspedes do hotel e pelo que entendi conversando um uma senhora que mora no mesmo bairro, é permitido o acesso a estes se você for membro do Spa Club,mas vai saber o quanto custa esta associação.

A piscina possui aproximadamente um metro e meio de profundidade o que é bom para as crianças, mas não espere vê-las por lá porque eu não vi e deve ter aproximadamente uns dez metros de comprimento. As cadeiras são aconchegantes e a conexão sem fio da Internet que vem do restaurante ao lado do Fitness Center consegue chegar até lá sem problema algum, mas você lembra daqueles R$37,00 por dia gastos para o acesso à Internet, eles voltaram. O bacana é que os membros do Club Lounge, aquele ambiente especial no vigésimo terceiro andar, podem usar a mesma senha e foi exatamente o que eu fiz sem pensar duas vezes.

Gringos branquelos não faltam na piscina, todos tranquilos e silenciosos que ficam secando o nosso bronzeado brasileiro. Para os moços, vale muito bem trocar olhar com algumas daquelas moças, mas nada de cantadas baratas apenas troca de olhares no máximo pela sanidade da boa educação, muitas delas são maravilhosas e muito simpáticas, mas para as meninas os moços lá não existem tantos, quando não estão acompanhados, eles são titios.

Já na academia tem mais gente que parece o pessoal do bairro. Não é grande, mas é exclusiva.

O restaurante de snacks ao lado da academia eu não usufrui porque ele é pago e não vale o valor para quem tem acesso ao Club Lounge.

Resumo:

Toda a minha estadia no hotel foi bacana, posso dizer que valeu cada centavo gasto e fiquei bastante satisfeito.

Hoje penso em voltar para passar os finais de semana mesmo estando em São Paulo, quando a carteira deixar é claro.

Quando precisei comprar ingressos para o carnaval, duas horas antes do início da festa no sábado, o concierge entrou em contato com alguém que ainda tinha ingressos à venda (estes haviam se esgotado há semanas) e trouxe-o até o Lobby para efetuar uma transação segura e confiável. Eles foram muito atenciosos em todos os momentos e merecem nota dez.

Como estudante a minha nota para todo o complexo, incluindo serviços é dez, mas lhe digo que se fosse um destes Jet-Setters a nota cairia para nove e meio porque pelo preço gasto para a suíte ímpar que fiquei esperava mais, mas estes caras sempre esperam por mais, não é verdade?

Para maiores informações e fotos: www.hoteis.marriott.com.br/renaissance-sao-paulo/